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Fone: 352 6290  HYPERLINK "http://www.faculdadesjk.com.br" www.faculdadesjk.com.br CURSO: PEDAGOGIA - DISCIPLINA: Fundamentos Teóricos e Metodológicos da Arte - TURMA: P7 PROF: SIMÃO DE MIRANDA – (  HYPERLINK "mailto:simaodemiranda@unb.br" simaodemiranda@unb.br ou  HYPERLINK "mailto:simaodemiranda@globo.com" simaodemiranda@globo.com - (  HYPERLINK "http://www.ludico.kit.net" www.ludico.kit.net DOWNLOAD DO MATERIAL DE ESTUDO: (  HYPERLINK "http://www.ludico.kit.net/jkpedagogia.htm" www.ludico.kit.net/jkpedagogia.htm  Criatividade e Percepção Um dos maiores pesquisadores sobre o tema "criatividade e superdotação", reconhecido como autoridade internacional, é o Dr. Paul Torrance, professor emérito da University of Geórgia (USA). Alguns resultados de sua pesquisa sobre o assunto, publicado em 1979: As pessoas podem modificar seu estilo preferido de aprender e pensar através de treinamento breve, porém intensivo. As pessoas que se utilizam mais do hemisfério cerebral esquerdo têm pior resultado nos testes de criatividade e mostram menos traços criativos. Os estudantes mais dotados com predominância da atividade cerebral esquerda têm maior dificuldade em ver as implicações de novos conhecimentos e habilidades. Além disso, aplicam menos seu aprendizado. A habilidade criativa em adultos com inteligência superior se vincula a estilos de aprendizado que se baseiam de forma acentuada nos processos do hemisfério direito (pensamento holístico e espacial, imaginação e intuição), ou uma integração das duas modalidades – direita e esquerda. Uma pesquisa com estudantes realizadas por Torrance e Orlow Ball, no Geórgia Governor’s Honors Program, descobriu que os estudantes com predominância do cérebro direito ou integrados, eram bem mais capazes do que os estudantes com predominância do cérebro esquerdo, uma vez que viam melhor a relevância do que aprendiam e descobriam formas de aplicar os conhecimentos adquiridos. Os autores concluíram que podem ser usados métodos deliberados de treinamento com estudantes talentosos com predominância do estilo cerebral esquerdo para que façam melhor uso de seu aprendizado através de programas especiais. Como resultado dessa pesquisa pode-se concluir a importância do desenvolvimento do potencial criativo. Afinal, com o conhecimento adquirido, e utilizando nossa criatividade, podemos encontrar outras utilizações para esse mesmo conhecimento. Criatividade nos Estados Unidos desde 1953 Alex Osborn, autor da mais conhecida ferramenta para o desenvolvimento do potencial criativo, Brainstorming, conhecida no Brasil como "tempestade de idéias", em seu livro "O Poder Criador da Mente" no prefácio, tece os seguintes comentários: 1. IMPORTÂNCIA: a história da civilização cifra-se, em essência, no registro da capacidade criadora do homem. A imaginação constitui a pedra angular do empreendimento humano, responsável sem dúvida pela sobrevivência do homem como animal, e fê-lo conquistar, como ser humano, o mundo. 2. NECESSIDADE NACIONAL: de acordo com o Prof. Harry Overstreet, supondo que todo mundo possua poder criador, e que há maneiras de estimulá-lo e treina-lo, capazes de ampliar muito a condição latente, a educação ficaria revolucionada. Uma sociedade despertada pelo poder criador seria, em seu conjunto, a mais poderosa e progressista. Para o Dr. Paul Eaton, a superemacia econômica dos Estados Unidos poderá vir a depender da capacidade criadora dos cidadãos, mais do que ricos recursos naturais por eles possuídos. Quanto a urgência em desenvolver-se a criatividade, o Reitor Pusey, da Universidade de Harvard, proclamou que colégios e universidades devem voltar-se para a animação de qualquer centelha criadora de suma importância, que marca a diferença entre o que é de primeira ordem e o que é de ordem secundária. 3. POSSIBILIDADE DE ENSINO: embora a matemática seja mais fácil de ensinar que a criatividade, é evidente que a capacidade de imaginação pode ser desenvolvida por meio da prática, pelo menos o bastante para justificar o tempo que o estudante seja levado a dedicar-lhe. Por exemplo, como resultado de experiências em primeira mão, com classes de Engenharia Criadora do M.I.T. – Instituto de Tecnologia de Massachussetts, o Prof. John Arnold disse: A pessoa que se submeteu a um curso de processo criador, apresenta maiores possibilidades de desenvolver inovações, dignas de atenção, do que outras que não o fizeram. A General Electric Company vem mantendo um curso de Engenharia Criadora. Em resumo, assim se afirmou o resultado desse curso: "os que cursaram o programa de Engenharia Criadora, continuam a desenvolver novos processos e idéias patenteáveis, em média, quase três vezes mais do que os que não o cursaram". 4. PESQUISA: Estudos conduzidos pelos professores Arnold Meadow e Sidney J. Parnes, num período de 14 meses, submetendo a exame 330 estudantes da Universidade de Búfalo, resultaram no seguinte quadro: Em comparação entre estudantes que fizeram o curso e os que não fizeram, observou-se que os que fizeram o curso se revelaram, em média, 94% mais produtivos em boas idéias do que os outros. (As idéias consideradas boas eram as que podiam tornar-se úteis e eram relativamente originais). Essa pesquisa media o aperfeiçoamento da capacidade do estudante. 5. INCORPORAÇÃO A CURSOS: Em 1953, vários cursos iniciaram os ensinamentos de técnicas de criatividade. Alguns exemplos: Arquitetura, Administração, Economia, Engenharia, Geografia, Jornalismo, Educação Física. Criatividade e Massinha Desenvolver a criatividade é trabalhar com massinhas? SIM! Trabalhar com massinha é uma técnica para o desenvolvimento da criatividade, muito utilizada com crianças. Sem duvida alguma, é uma excelente técnica. Outra técnica utilizada para o desenvolvimento do potencial criativo é a utilização do desenho. Há vários cursos que, utilizando essa técnica, ensinam a desenhar, com a mão esquerda, direita, estando o objeto em sua posição natural, invertida e por ai vai... É uma técnica excelente para criar sinapses no seu cérebro. No entanto, essas técnicas NÃO são as mais indicadas para o desenvolvimento do potencial criativo de adultos, que precisam visualizar, de forma pratica, eficiente e imediata, como podem utilizar as ferramentas de criatividade, para encontrar novas alternativas em suas atividades. Fazendo uma analogia com o ensino de matemática, eu sempre me perguntava, quando estudava na escola, para que servia aprender uma equação do 2º grau ou um polinômio de n-ezimo grau? E não conseguia entender a utilização pratica, no dia a dia, daquele ensinamento. Só muito mais tarde fui compreender que estava desenvolvendo o raciocínio lógico/matemático. Hoje, o ensino de matemática também mudou para tornar mais perceptível ao estudante, sua utilização pratica. . No caso do desenvolvimento do potencial criativo, visando um público adulto, as ferramentas precisam ser objetivas, praticas, para aplicação imediata. Um adulto não tem o tempo de um jovem ou de uma criança, para criar sinapses em sua cabeça. Precisa de ferramentas que o auxiliem imediatamente. Com base nessa idéia, é que muitas ferramentas, absolutamente práticas tem sido utilizadas, com resultados positivos. Nos trabalhos que temos desenvolvido, (cursos, palestras, etc...) temos aplicado uma série de técnicas que se baseiam no seguinte: 1 - desenvolvimento da percepção. 2 - formatação do problema. 3 - aplicação de técnicas básicas de criatividade. 4 - aplicação de técnicas de AJUSTE FINO de criatividade. 5 – escolha da melhor (ou melhores) solução. 6 – realização da solução escolhida. Para cada uma dessas fases, temos criado algumas técnicas para agilizar o desenvolvimento do processo criativo. Para ilustrar, vamos exemplificar com o “desenvolvimento da percepção”. Considerando-se que “se você não percebe, não cria”, desenvolvemos entre varias, uma técnica divertida, mas que faz as pessoas tornarem-se mais perceptivas imediatamente. Diz o ditado: “A necessidade é a mãe da invenção” Mas, para nos tornarmos mais perceptivos, vamos fazer uma correção nesse ditado e ampliar nossas possibilidades de percepção. “A necessidade é a mãe da invenção”, mas a preguiça é a tia” Técnica para o desenvolvimento da percepção Lei do Menor Esforço. Uma técnica para o desenvolvimento da percepção é o que denominamos, “lei do menor esforço”. O desenvolvimento da percepção, utilizando esta técnica, é muito importante para a avaliação de um novo produto ou serviço, uma vez que é um conhecimento útil, na orientação para a decisão de um possível investimento, ou para o desenvolvimento de um novo projeto, podendo ampliar as possibilidades do resultado desejado. Ao fim desta leitura, você poderá perceber um sem número de produtos e serviços, cujas dificuldades foram apenas transferidas e não eliminadas, prejudicando assim, os resultados desejados. Uma falha de percepção muito comum. Esta técnica tem como objetivo, permitir que você possa evitar esse tipo de problema, nos seus próximos projetos. Todo mundo conhece o ditado: “A NECESSIDADE É A MÃE DA INVENÇÃO”. À luz da percepção, vamos corrigir e complementar esse ditado: A quantidade de coisas, que fazemos pela “TIA”, É MUITO MAIOR que a quantidade de coisas, que fazemos pela mãe. Exemplos: Controle remoto, molho de tomate em lata, acendedor elétrico em fogão, cerveja em lata. DITO DE FORMA TÉCNICA: QUALQUER COISA QUE ECONOMIZE QUALQUER ESFORÇO FÍSICO. . . As pessoas preferem: Frascos de xampu que basta um “clic”, de encaixe, em relação aos frascos que precisam ser desatarraxados, para abrir e/ou fechar; cabideiros de calças, que não derrube duas calças, cada vez que você tenta colocar uma; cervejas em lata em relação a cervejas em garrafa, que precisam de abridor; latas diversas, que possuem sistemas de abertura que dispensam abridor de latas; panelas antiaderentes, dispensando “enorme” esforço físico na lavagem; torneiras que dispensam a manopla para abrir ou fechar, bastando colocar ou tirar as mãos em baixo da boca, para escorrer ou cessar a saída de água; teclas especiais de telefone que, com apenas um numero, o telefone disca determinado numero (1- mãe, 2 – sogra, 3 – tia, ..). QUALQUER COISA QUE ECONOMIZE QUALQUER ESFORÇO TEMPORAL. As pessoas preferem: vaso de plantas que economiza “2 minutos por semana”, para por água; tecla de rediscagem de telefone, “até conseguir chamar” – 10 tentativas; super boca de fogão, que permite ferver água mais rápida; caneta, que ao invés de tampa separada, basta um clic, para disponibilizar a ponta para escrever; telefone de informações – “102”, que dispensa a consulta à lista telefônica; telefone sem fio, que permite a agilização das ações das pessoas, evitando a “coleira” típica do telefone tradicional; placas de circuito impresso, cuja troca em manutenção, é rápida; sistemas de manutenção, que agilizam a troca de componentes defeituosos; sistemas de abertura/fechamento e/ou troca de peças, (placas de circuito impresso, substituição de componentes defeituosos), de encaixe, que dispensam parafusos, utilização de chave de fenda, e outras ferramentas. Está no mercado um dispositivo formado por dois vasos concêntricos, que você coloca água no frasco de baixo, e encaixa o frasco de cima, com sua planta. Os frascos acoplados são interligados por um tipo especial de barbante que mantém a terra aguada, puxando a água do frasco de baixo para a terra. A cada 30 dias, ou mais, dependendo do tipo de planta, você repõe a água. Tudo isso porque você não quer perder "2 minutos por semana" para por água nas suas plantas. Ou você nunca deixou suas plantas morrerem de sede? QUALQUER COISA QUE ECONOMIZE QUALQUER DESLOCAMENTO. As pessoas preferem: lojas de conveniência; esteiras rolantes para produtos (supermercado, fábricas); barbante e prendedor (utilizado em mezaninos, ou entre andares de prédios, para enviar papeis de um andar para outro); disque pizza, farmácia, gás,... Resultado: quando você perceber, que essas ações estão lhe tirando o humor, perceba que aí tem espaço, para se criar uma nova solução. Dessa forma, observe a sua volta, a quantidade de coisas, nas quais, pequenas alterações, podem conduzir facilmente a obtenção de um resultado “MAIS PRATICO”. As soluções, mais facilmente encontradas, conseguem eliminar apenas um dos itens. É muito comum, e pior, observarmos que o problema não foi eliminado, mas apenas transferido, de um esforço para outro tipo de esforço. Quando isso acontece, o resultado pode não ser o esperado, sendo mais provável a rejeição pura e simples da inovação. Exemplos típicos: 1- Vidro elétrico de carro. Este é um exemplo típico, da “transferência de esforço”. De esforço físico para esforço temporal. Inicialmente para movermos o vidro do carro, precisávamos acionar manualmente uma alavanca (esforço físico), abrindo ou fechando o mesmo. Posteriormente, foi criado o “vidro elétrico”, que para ser movimentado, (abrir ou fechar), precisávamos “ficar com o dedo pressionando o botão durante todo o tempo necessário para o vidro fechar ou abrir” (esforço temporal). O problema não foi solucionado. Foi apenas transferido “de” esforço físico “para” esforço temporal. O resultado não foi considerado “MAIS PRATICO”, pela sociedade que reclamou e não considerou uma vantagem importante. Você podia “ouvir pensamentos” do tipo: “Que droga! Agora tenho que ficar aqui (esperando o ladrão chegar = tempo), para fechar este vidro!” Ou então, “exclamar” frases do tipo: “Espera ai!! (calma!! com indícios de irritação na voz, com o vidro elétrico, claro!!) Tenho que fechar este vidro!!!” Finalmente, apareceram os “controles remotos”, que “a distancia” você pode abrir ou fechar os vidros do carro, sem esforço físico nem esforço temporal. Agora sim, está mais pratico!!!! Está mesmo????? Totalmente? 2 – Situações típicas com embalagens. A - Embalagens de pacotes de bolacha x embalagens de maço de cigarros. Uma situação típica, de transferência de esforço, ocorre em embalagens de bolachas. Inicialmente tínhamos uma embalagem, que necessitava de uma ferramenta para abrir: faca, tesoura, ou algo pontiagudo para permitir o rompimento da embalagem (deslocamento – mover-se para encontrar uma ferramenta; esforço físico – dificuldade de abrir a embalagem; esforço temporal – tempo excessivo para abrir uma embalagem = 40 seg). Para solucionar essa questão, foi criada a embalagem que vem com uma fita, tipo lacre, que ao puxa-la, abre a embalagem. A questão, porém é encontrar a ponta da fita. Em certas embalagens, a ponta da fita é da mesma cor da embalagem. Você não sabe de que lado está, em que ponta do pacote está...!? Os esforços (físico, temporal e deslocamento) foram transferidos (para apenas esforço temporal, considerando que você, depois de algum tempo de procura, consegue encontrar a ponta que abre a embalagem), mas não foram eliminados. Curiosamente, esse problema não ocorre em maços de cigarro, que utilizam o mesmo principio!. B – Embalagens de “lata de leite em pó” x embalagens de “chocolate em pó”. As embalagens de leite em pó, em lata, exigem um “esforço físico” e “deslocamento” para serem abertas. Para destampar a tampa externa, você precisa buscar um objeto tipo cabo de colher ou de garfo (deslocamento para obter esse instrumento), e ainda a tampa interna, de folha de alumínio, “necessitava de uma faca” (deslocamento para buscar a faca e esforço físico, para recortá-la) para permitir o acesso ao leite em pó. Mantido o esforço para abrir a tampa externa, os esforços para abrir a tampa interna, foram “eliminados”, nas novas embalagens, substituindo-se a folha de alumínio por outro tipo de tampa que inclui um gancho, no qual basta puxar (eliminando a busca de uma ferramenta cortante – deslocamento e esforço físico, para rompê-la) para disponibilizar o conteúdo. Curiosamente, produtos similares como chocolate em pó, em embalagens plásticas, são MAIS PRÁTICOS, uma vez que conseguimos acessar o conteúdo, sem utilizar nenhuma ferramenta (garfo ou colher) para abri-los. C – Observe outras embalagens e analise os esforços para acessar o conteúdo. Ex.: - Cerveja em lata x cerveja em garrafa grande; - Lata de molho de tomate: com gancho para abrir x que depende de abridor de latas; - Pacote de leite: que precisa de tesoura x que vem com tampinha de plástico; - Frascos de cosméticos, de detergentes, de material de limpeza, e situações similares, compare.... 3 - Computador: A - Programas fantásticos, maravilhosos... Os programas de computador estão ficando cada vez melhores, mais sofisticados, com possibilidades de ficarem cada vez mais bonitos, com a utilização de ícones, cores, desenhos, fotografias, etc... São tantas as possibilidades que, quando queremos alguma coisa nova, perdemos um “tempão” (esforço físico e temporal), para encontra-la. Quando encontramos, não podemos coloca-lo no trabalho, porque não cabe em um disquete simples (esforço físico e esforço temporal perdidos), mesmo “zipado” (limite em disquete de 1,44Kb).... Só em disquetes especiais como garantia de perda... B – Programas de computador. Nos dias atuais, ainda que muitos programas não tenham qualidade ISO/9000, não abrimos mão de sua utilização. Ainda que a rede “caia” em momentos cruciais, ainda que o sistema “dê pau”, ainda que “pegue vírus”, ainda que precisamos desses sistemas. Independente de todas essas “melhorias de qualidade” há outros aspectos de praticidade, a serem considerados. O mais importante parece ser, o aspecto de “tempo”. Programas que exigem a nossa presença, durante todo o tempo, para ir indicando e clicando, o que habitualmente queremos... nos mantendo “presos” à frente da maquina! Seria possível, com UM ÚNICO E SIMPLES TOQUE, acessar programas que estamos acostumados a acessar diariamente? Da mesma forma que no telefone, ao discar apenas a tecla 1 – ligação direta para sua mãe 2 – para sua namorada/o...., 3 – para sua (seu) amante..., 4 – para seu chefe..., e assim por diante? Ligo o computador, aperto um número e vou buscar café... Quando volto à mesa do computador, está no programa e na página que eu quero. Seria MAIS PRATICO? Economizaria esforço temporal? É possível? 4 – Telefone. Um dos dispositivos que apresentam as características de “mais pratico”, é o telefone sem fio, em relação ao telefone tradicional. No telefone tradicional, ficávamos presos ao local do telefone, como um cachorro preso a uma coleira. Tínhamos um limite de circulação, além do qual, tínhamos que deixar o telefone, para executarmos um serviço. Era um telefone que, por exemplo, agia “contra a fofoca”...Você já ouviu frases como: “tenho que desligar... o feijão está queimando”... E a fofoca era cortada, justo na melhor parte. O telefone sem fio eliminou esforço físico, esforço temporal e deslocamento³ , em um sem numero de situações.Qualquer um de nós pode citar vários casos, em que o telefone sem fio trouxe-nos benefícios. E muitos... Mas, ainda há espaço para melhorar o telefone sem fio, tornando-o mais prático? Há situações em que, estamos com uma mão ocupada, segurando o aparelho, mas precisamos das duas, para algum tipo de ação. Normalmente, nessas situações, prendemos o aparelho entre o rosto e o ombro (esforço físico). E ficamos limitados em nossos movimentos, nas ações, na fala, na audição... Podemos tornar esses aparelhos mais práticos, permitindo a liberação dos movimentos, das mãos...? Outros exemplos para você analisar, cujo conjunto de esforços poderiam ser eliminados, NÃO APENAS TRANSFERIDOS DE UM ESFORÇO PARA OUTRO:-Serviços de despachantes; -Portas giratórias de bancos. (aumentaram os nossos esforços para entrar em bancos); -Bancos que não conseguem resolver o problema de filas, e colocam televisão para “acalmar” o cliente. Acrescente aqui, o seu exemplo:.. FINALIZANDO: Esse conceito é muito importante no desenvolvimento de um projeto. Um equipamento mecânico, um circuito impresso, uma linha de produção, logística, um navio, uma casa ou apartamento, seja lá o que for. Se você perceber algum problema desse tipo, e eles são muitos, encontrou uma oportunidade, para desenvolver sua criatividade..... Particularmente, a dona de casa, é muito perceptiva nesses tipos de esforços. São centenas deles, por dia, que ela tenta economizar.... As empresas também. Em todos os setores, incluindo administração... Detectar a existência de um problema, “ANTES” dos concorrentes, pode coloca-lo um passo a frente deles, permitindo-o encontrar uma alternativa, desenvolve-la e apresenta-la ao mercado, antes que seus concorrentes tenham notado, que esse aspecto poderia ter uma solução criativa. Se o seu projeto tiver aspectos “mais práticos”, cujos “esforços não foram apenas transferidos de um tipo para outro tipo”, e sim “eliminados”, certamente será considerado “de melhor qualidade”, na falta de uma interpretação melhor... Você, porém, sabe o que o diferencia dos outros, e de que forma trabalhou, para obter esse resultado, mais prático. Técnica do Brainwritting Trata-se de uma variação da técnica de brainstorming, na qual cada participante do grupo de trabalho registrará suas idéias por escrito, ao invés de verbalmente. Para implementá-la, devem ser observados os seguintes passos: "Aquecimento" do grupo por meio de um breve debate, enfatizando principalmente a definição do problema (O QUE deve ser resolvido/ QUAL FUNÇÃO será explorada), o objetivo do trabalho (RESULTADO ESPERADO), custo-alvo para aquela função (baseada em seu "Valor" mínimo). Respeitando-se um prazo máximo estipulado a priori, cada participante escreve três idéias relacionadas com o problema. Esgotado tal prazo, os participantes trocam os papéis, na forma de um rodízio em um determinado sentido, combinado com antecedência. Após o recebimento das idéias do colega, cada participante tentará desenvolver ou acrescentar algo na forma de mais três idéias. O processo continua até que se complete um ciclo inteiro, a partir do que serão recolhidas todas as idéias geradas, no intuito de se proceder a uma primeira triagem. As principais vantagens em relação à técnica de "brainstorming", residem no fato de que,com o grande avanço nas telecomunicações, os participantes do grupo de trabalho não precisam estar no mesmo local, nem trabalhar simultaneamente, podendo transmitir suas idéias aos colegas por meio de fax, correio eletrônico, etc. Além disto, o processo é capaz de evitar os efeitos negativos causados pela influência da opinião de algum participante mais eloqüente ou persuasivo (por vezes com nível hierárquico mais elevado), e também as dificuldades que algumas pessoas tem em verbalizar rapidamente suas idéias. Combine, Conecte, Adapte OBSERVE: - diferenças, divergências, opostos, avesso, antagônico, contrários, invés,conflitante, antônimos, ... - semelhanças, similaridades, justaposição, sobreposição, parecença, parida des, parecido, unívoco, sinônimos, ... Tente por vários caminhos: diferenças e semelhanças, divergências e similaridades, pelo avesso e paridade, ou qualquer outro aspecto que lhe permita criar alguma combinação, conexão ou adaptação. Escreva todas as relações que conseguir encontrar, sem a preocupação de aceitação ou rejeição. Não é hora de avaliar o resultado. Apenas vá aplicando a técnica, na maior quantidade possível de situações. Metáforas Utilizar metáforas para gerar idéias e soluções novas, encontrar novos mercados, produtos e serviços, é uma técnica muito útil em certos contextos. A técnica da "metáfora" acende luzes, ilumina e aponta para novos caminhos, necessidades não facilmente expressas em linguagem comum, que passam a ser percebidos, intuitivamente, claramente. Nessa técnica, as pessoas também reagem "metaforicamente", expressando o que ainda está começando a germinar, sua forma pessoal de ver a solução. Esse caminho facilita a compreensão e a comunicação dentro de um grupo heterogêneo, formado por pessoas com conhecimentos diversos e distintos. Evita que um problema fique sendo "pensado", apenas por especialistas de determinada área, limitando as possibilidades de encontro de soluções criativas. O livro "O Pequeno Príncipe", é escrito em metáforas. Nos identificamos facilmente com situações vividas, e por isso mesmo, será sempre atual. Michael Faraday tratava a eletricidade como um fluido. Niels Bohr descreveu o átomo, como um mini sistema solar. A locomotiva, quando apareceu, era tratada como "cavalo de ferro". Pode ser utilizada de duas formas distintas: 1 – Frente a um problema, crie uma metáfora que permita a compreensão da situação, inclusive por pessoas que não são especialistas na área, ou no tipo de problema. Exemplo: Dificuldade: – pintar geladeiras, freezers e fogões, no local onde estão instalados.A solução normalmente praticada é transportar o eletrodoméstico para uma oficina de pintura, onde o serviço é praticado, acarretando custos e dificuldades de transporte,, tempo prolongado, considerando que o equipamento possa ficar "alguns dias" fora do seu ambiente de uso e ainda"passe" pelas portas com facilidade, o que normalmente não ocorre. Se fosse possível "preparar e pintar sem deslocar", um prestador de serviços e um fabricante de equipamentos para esse fim, poderiam aumentar seus mercados de atuação e faturamento. Considere que em alguns países, pinta-se um apartamento pequeno, em apenas 6 horas, no local! Crie uma metáfora para que qualquer pessoa possa visualizar alternativas. "Pintar uma geladeira é uma operação "salva vidas" em mar de tubarão". 2- Também se utilizam metáforas, para perceber uma tendência ou descobrir um desejo coletivo, às vezes, difícil de ser expresso em palavras. Com base nas respostas obtidas, trabalha-se no sentido de interpretar e implementar essas metáforas, satisfazendo expectativas. È um caminho para surpreender e encantar clientes. Uma metáfora muito utilizada, na tentativa de se visualizar as expectativas dos clientes, é perguntar-se: A Honda criou o Honda City, considerando essa metáfora, e ainda: - "Maximo para o homem, mínimo para a máquina". Exemplo: Quando praticamos essa técnica, tentando descobrir a tendência, os desejos da sociedade na área de cosméticos, uma sugestão que aparece com muita freqüência, é a idéia de cosméticos estarem "embutidos" em alimentos, cuja interpretação pode vir a ser, "alimentos que se traduzam em beleza física e estética", além de saúde. Alimentos para beneficiar a saúde, já há alguns. Poderíamos pensar em "alimento que hidrata a pele rapidamente", alimento que "elimina marcas de expressão", "margarinas que tingem (ou evitam o aparecimento de fios brancos) o cabelo?" Inovação é o processo que se inicia na "percepção da existência de uma oportunidade ou dificuldade", continua com geração de idéias que solucionem a questão, continua com geração de idéias para sua implementação, continua com geração de idéias para chegar ao mercado, mas não para ai, continua com geração de idéias para que o produto (quando for o caso) seja ambientável, isto é, reciclável, reaproveitável, reutilizável, ou retorne ao meio ambiente, como se nunca, dele, tivesse sido tirado. Inovação não é apenas da "idéia ao mercado". Começa ANTES da idéia (percepção) e deve ir até DEPOIS do mercado (o meio ambiente). O elemento embutido ao longo do processo de inovação é a criatividade, aplicada em todas as fases, separadamente e no conjunto. PESSOAS CRIATIVAS SEMPRE CONSEGUEM TRANSFORMAR OS PRÓPRIOS LIMITES EM VANTAGENS. Domenico de Masi que ensina criatividade para executivos italianos oriundos de áreas de administração publica, hospitalar, industria, serviços, informática, financeiro, comunicação e turismo. INTELIGÊNCIA E CRIATIVIDADE Antes de mais nada, vamos tentar conceituar, de forma prática, o que vem a ser inteligência e o que vem a ser criatividade. Inteligência é uma função do cérebro. É a capacidade de organizar as informações, fazer comparações, formular conceitos e propor soluções. Todas as pessoas têm esta capacidade, independentemente de cor de pele, sexo, tamanho da cabeça, escolaridade, nacionalidade etc. Já criatividade é apenas uma "forma de usar essa inteligência". Portanto, todas as pessoas também têm potencial criativo. Por ser uma "função", a inteligência pode melhorar continuamente à medida aprendemos coisas novas, sejam estas "coisas" palavras, conceitos, procedimentos etc. Quer dizer, aprendeu uma coisinha nova, melhorou a inteligência. É lei da natureza. O que acontece, na realidade, é que toda vez que aprendemos alguma coisa, esta nova informação é registrada na memória e IMEDIATAMENTE associa-se a todo o conjunto de informações que já estão lá, guardadinhas. Assim, quando raciocinamos sobre qualquer assunto, estamos simplesmente fazendo comparações entre as informações que temos na memória. A coisa funciona mais ou menos assim: - Tudo o que aprendemos é devidamente registrado na memória; - Quando temos que resolver determinado problema, buscamos na memória todas as informações que temos sobre o assunto, comparamos e formulamos uma resposta. É justamente por isso que não conseguimos pensar sobre o que não sabemos. Tente pensar num noete prateado e veja como é difícil. Você só conseguirá pensar num noete prateado se souber o que é noete, não é mesmo? Acontece que a nossa memória não registra somente dados isolados, como palavras, por exemplo; registra também procedimentos, maneiras de agir e - isto é importante - maneiras de pensar. Quando aprendemos usar o martelo, por exemplo, registramos na memória o procedimento completo de dar marteladas, desde como segurar o prego até o modo de bater o martelo. Por isso, quando temos que botar um prego na parede, "recuperamos" na memória todo o procedimento aprendido e cumprimos a tarefa naturalmente, praticamente sem qualquer esforço intelectual. Ocorre, entretanto, que, de repente, o prego pode se recusar a entrar na parede, não é mesmo? Daí então a inteligência nos oferece duas alternativas:1) desistir da tarefa; 2) procurar uma nova solução para o problema Pois é aí, justamente aí, que o nosso cérebro abre uma portinha mágica que pode nos levar ao maravilhoso mundo do "pensamento criativo". Preste atenção nisso! O "pensamento criativo" é somente uma alternativa que a mente nos oferece para que encontremos uma solução original para um problema teoricamente sem solução. Assim sendo, ser criativo é apenas uma opção intelectual. E todos podem fazer esta opção. É simples, fácil, divertido e faz crescer pra burro a nossa auto-estima. O PENSAMENTO CRIATIVO Pensar criativamente é "pensar lateralmente". É basicamente isso. Bem... é claro que você quer saber o que é pensar lateralmente, não é mesmo? Então veja: Segundo Edward De Bono, "raciocínio vertical é cavar cada vez mais fundo no mesmo buraco, enquanto raciocínio lateral é tentar de novo em outro lugar". Em termos práticos, isto quer dizer que se não encontramos respostas satisfatórias para determinados problemas devemos procurá-las em outro lugar, de outra maneira, olhando sob outro ângulo e através de outras associações. E a "chave" para pensar lateralmente é usar, simplesmente, a expressão... "e se...?"Pensar criativamente é pensar "e se?" - E se invés de dividir eu multiplicar? - E se invés de pintar de verde eu pintar de vermelho? - E se invés de ir por aqui eu for por ali? - E se invés de deixar aqui eu puser ali? Este é o primeiro passo! A grande dificuldade para que as pessoas pensem criativamente é o seguinte: Desde pequenos somos acostumados a pensar verticalmente. Na escola, como em casa, sempre nos ensinaram que devemos fazer tudo certinho, que devemos ser objetivos, práticos, eficazes, e que a "ousadia" é um perigo que pode custar muito caro. Cientificamente, isto quer dizer que somos educados para utilizar exclusivamente o lado esquerdo do cérebro - o lado da razão e do raciocínio lógico. Porém, e o lado direito - o da imaginação, da intuição, da inventividade - como fica? Atrofiado? É exatamente esta a dificuldade. A maioria das pessoas pensa somente com o lado esquerdo do cérebro. Poucas pessoas usam também o lado direito. Assim, quando se deparam com um problema de difícil solução, ficam com a mente paralisada? É preciso aprender a usar o lado direito do cérebro. É justamente nesse lado que se concentram todas as nossas potencialidades criativas. Desenvolvendo tão-somente o seu raciocínio lógico, certamente você se tornará uma pessoa muito inteligente, porém, talentoso e criativo você só será quando desenvolver toda sua capacidade de "imaginar" e de "ousar. Todos os grandes gênios que você conhece ou já ouviu falar - Chopin, Van Gogh, Pasteur, Sabin, Pascal, Camões, Dante, Picasso, Cervantes - TODOS exploraram o lado direito do cérebro à procura do original, do incomum, do diferente. Porque o comum e o banal todo mundo faz. É preciso que se diga, contudo, que o pensamento criativo não surge do nada, não é obra do acaso. É só seguir o conselho do grande Edison: "qualquer homem pode alcançar o êxito se dirigir seus pensamentos numa direção e insistir neles até que faça alguma coisa". Pasteur teve um derrame cerebral aos 46 anos, ficando com todo o lado esquerdo do corpo paralisado. Nessa época ele ainda não era um cientista famoso e ainda estudava a pebrina, uma doença que atacava a cultura dos bichos-da-seda. Mesmo debilitado pela doença e deprimido pela morte prematura das suas três filhas, Pasteur continuou trabalhando, pesquisando. Como se não bastante tanta dor e tanto sofrimento, Pasteur ainda foi ridicularizado na Academia de Medicina por suas teses sobre a esterilização dos ambientes hospitalares. Mas continuou trabalhando, pesquisando. Até que em 1885 - quase vinte anos depois do derrame sofrido - Pasteur trata e cura, pela primeira vez na história da medicina, um garoto atacado por raiva. Ele insistiu. E realizou assim o seu sonho. Saiba que Einstein, Pasteur, Gandhi, Edison, Picasso e Leonardo da Vinci tinham cérebros exatamente iguais aos nossos. Nenhum neurônio a mais! “A imaginação é mais importante do que o conhecimento." Albert Einstein é considerado um dos homens mais inteligentes que pisaram a face da Terra, um orgulho para a raça humana. Porém, nem sempre foi considerado assim. Na escola, quando criança, Einstein foi um verdadeiro fracasso. Sentia grande dificuldade em matérias como história e geografia e um dos seus professores, inclusive, chegou mesmo a prever um futuro sombrio para ele: "- É um debilóide! Não vai chegar a lugar algum!" A mesma coisa aconteceu com outro gênio da humanidade: Edison, o homem que inventou a luz elétrica. Aos oito anos, Edison foi matriculado na escola do reverendo Engle, em Detroit, que não precisou de muito tempo para conceituá-lo como um "retardado", um "estúpido". Por causa da sua dificuldade em aprender, Edison foi praticamente expulso e nunca mais freqüentou escola alguma. Os casos de Einstein e Edison, contudo, não foram únicos na história. Gandhi também foi um aluno medíocre. Sofreu muito com a tabuada e costumava voltar para casa correndo para que seus colegas não pudessem zombar da sua 'burrice". Tinha um raciocínio muito lento e uma memória péssima. Acontece que esses três "burrinhos" foram longe. Eles superaram todas as expectativas, contrariaram todas as previsões e acabaram se tornando celebridades universais. 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