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PAGEREF _Toc47510836 \h 3  HYPERLINK \l "_Toc47510837" Quando pesquisar?  PAGEREF _Toc47510837 \h 3  HYPERLINK \l "_Toc47510838" Por que se faz pesquisa?  PAGEREF _Toc47510838 \h 3  HYPERLINK \l "_Toc47510839" Qualidades pessoais do pesquisador  PAGEREF _Toc47510839 \h 3  HYPERLINK \l "_Toc47510840" O pesquisador deve considerar:  PAGEREF _Toc47510840 \h 3  HYPERLINK \l "_Toc47510841" Projeto de Pesquisa:  PAGEREF _Toc47510841 \h 3  HYPERLINK \l "_Toc47510842" O QUE PESQUISAR?  PAGEREF _Toc47510842 \h 3  HYPERLINK \l "_Toc47510843" Definição do tema e escolha do problema de pesquisa:  PAGEREF _Toc47510843 \h 4  HYPERLINK \l "_Toc47510844" CARACTERÍSTICAS DO PROBLEMA:  PAGEREF _Toc47510844 \h 4  HYPERLINK \l "_Toc47510845" DEVE SER LEVADO EM CONSIDERAÇÃO:  PAGEREF _Toc47510845 \h 4  HYPERLINK \l "_Toc47510846" DELIMITAÇÃO DO PROBLEMA  PAGEREF _Toc47510846 \h 4  HYPERLINK \l "_Toc47510847" DELIMITANDO O TEMA DE PESQUISA  PAGEREF _Toc47510847 \h 4  HYPERLINK \l "_Toc47510848" ABORDAGENS QUALITATIVAS DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO  PAGEREF _Toc47510848 \h 5  HYPERLINK \l "_Toc47510849" 1) ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETO DE PESQUISA  PAGEREF _Toc47510849 \h 5  HYPERLINK \l "_Toc47510850" 4) ESTRUTURA DO TRABALHO: ASPECTOS FORMAIS E TIPOGRÁFICOS  PAGEREF _Toc47510850 \h 15  HYPERLINK \l "_Toc47510851" FICHAMENTO  PAGEREF _Toc47510851 \h 16  HYPERLINK \l "_Toc47510852" FICHA BIBLIOGRÁFICA  PAGEREF _Toc47510852 \h 16  HYPERLINK \l "_Toc47510853" Referências Importantes/ Anotações  PAGEREF _Toc47510853 \h 16  HYPERLINK \l "_Toc47510854" FICHA DE LEITURA  PAGEREF _Toc47510854 \h 17  HYPERLINK \l "_Toc47510855" Resumo  PAGEREF _Toc47510855 \h 17  HYPERLINK \l "_Toc47510856" FICHA BIBLIOGRÁFICA  PAGEREF _Toc47510856 \h Erro! Indicador não definido.  HYPERLINK \l "_Toc47510857" Referências Importantes/ Anotações  PAGEREF _Toc47510857 \h Erro! Indicador não definido.  HYPERLINK \l "_Toc47510858" FICHA DE LEITURA  PAGEREF _Toc47510858 \h Erro! Indicador não definido.  HYPERLINK \l "_Toc47510859" Resumo  PAGEREF _Toc47510859 \h Erro! Indicador não definido.  HYPERLINK \l "_Toc47510860" JUSTIFICATIVA  PAGEREF _Toc47510860 \h 18  HYPERLINK \l "_Toc47510861" OBJETIVOS  PAGEREF _Toc47510861 \h 18  HYPERLINK \l "_Toc47510862" PROBLEMA  PAGEREF _Toc47510862 \h 19  HYPERLINK \l "_Toc47510863" PROCEDIMENTOS PARA AVALIAR O PROBLEMA  PAGEREF _Toc47510863 \h 19  HYPERLINK \l "_Toc47510864" FORMULAÇÃO DO PROBLEMA  PAGEREF _Toc47510864 \h 19  HYPERLINK \l "_Toc47510865" TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO E O PROJETO DE PESQUISA  PAGEREF _Toc47510865 \h 20  HYPERLINK \l "_Toc47510866" CARACTERÍSTICAS:  PAGEREF _Toc47510866 \h 20  HYPERLINK \l "_Toc47510867" APRESENTAÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA:  PAGEREF _Toc47510867 \h 22  Curso de Pedagogia Disciplina: Pesquisa em Educação Carga horária: 60 h/a - Professor Simão de Miranda  HYPERLINK "mailto:simaodemiranda@unb.br" simaodemiranda@unb.br -  HYPERLINK "http://www.ludico.kit.net" www.ludico.kit.net  O que é pesquisa? Procedimento racional e sistemático que tem como objetivo proporcionar respostas aos problemas que são propostos. Quando pesquisar? É requerida quando não se dispõe de informação suficiente para responder ao problema, ou então quando a informação disponível se encontra em tal estado de desordem que não possa ser adequadamente relacionada ao problema. Por que se faz pesquisa? Razões de ordem intelectual: desejo de conhecer pela própria satisfação de conhecer. Razões de ordem prática: decorrem do desejo de conhecer com vistas a fazer algo de maneira mais eficiente ou eficaz. Qualidades pessoais do pesquisador Conhecimento do assunto a ser pesquisado; curiosidade; criatividade; integridade intelectual; sensibilidade social; imaginação disciplinada; perseverança e paciência; confiança na experiência. O pesquisador deve considerar: recursos disponíveis; tempo a ser utilizado no desenvolvimento da pesquisa; gastos decorrentes da pesquisa. Para que serve um Projeto de Pesquisa: mapear um caminho a ser seguido durante a investigação; evitar muitos imprevistos no decorrer da pesquisa que poderiam até mesmo inviabilizar sua realização; esclarecer para o próprio investigador os rumos do estudo; comunicar os propósitos do estudo para que especialistas possam tecer comentários e críticas antes do início da pesquisa. O QUE PESQUISAR? Definição do tema e escolha do problema de pesquisa: CARACTERÍSTICAS DO PROBLEMA: Deve ser formulado como pergunta; Deve ser claro e preciso; Deve ser delimitado a uma dimensão viável (delimitar os interlocutores e a localidade da pesquisa); Deve ser suscetível de solução; Deve ser empírico (não referentes a valores); DEVE SER LEVADO EM CONSIDERAÇÃO: Trata-se de um problema original? O problema é relevante? Ainda que seja “interessante”, é adequado para mim? Tenho hoje possibilidades reais para executar tal estudo? Disponho de recursos financeiros para a investigação deste tema? Terei tempo suficiente para investigar tal questão? DELIMITAÇÃO DO PROBLEMA Não há uma “técnica” para delimitação do problema, mas este deve considerar: O enunciado do problema inicia o processo de investigação; Orienta a coleta de dados; Determina os resultados da pesquisa. DELIMITANDO O TEMA DE PESQUISA De onde surge? Da observação do cotidiano, através do qual, direcionando o seu olhar, o pesquisador poderá descobrir problemas interessantes; Da vida profissional, que suscita a vivência de muitas situações dilemáticas que podem ser pensadas como projetos de pesquisa; De contato com especialistas, de maneira individual ou coletiva (através de conferências, seminários etc.), que costumam proporcionar o levantamento de novas questões; Do estudo de literatura especializada, que pode indicar controvérsias e lacunas a serem preenchidas; Da criatividade, da descoberta repentina e algumas vezes casual de um problema a ser investigado. ABORDAGENS QUALITATIVAS DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO A Pesquisa Qualitativa tem os seguintes objetivos: Descrever uma situação, um fenômeno ou um grupo de itens (pessoas ou coisas); Gerar hipóteses de trabalho cuja verificação depende, no âmbito da pesquisa qualitativa, de tratamento específico ou, no âmbito da pesquisa quantitativa, de indicadores preliminares para estudos posteriores de caráter mais aprofundado; Contribuir para a geração de teorias a respeito da questão sob exame. Perspectivas metodológicas: Etnografia (raízes na Antropologia): parte do pressuposto de que todo e qualquer grupo de indivíduos desenvolve cultura capaz de orientar sua visão de mundo e estruturar suas experiências. Fenomenologia (raízes na Filosofia): busca entender o comportamento humano do ponto de vista dos próprios atores sociais; busca a essência dos fenômenos e procura captar como eles são vivenciados pelas pessoas; analisa as percepções dentro de uma realidade imediata, buscando o significado e os pressupostos dos fenômenos sem avançar em suas raízes históricas para explicar os resultados. Etnometodologia (raízes na Sociologia): tenta descobrir de que modo as pessoas dão sentido às suas atividades cotidianas e como agem para assegurar sua inserção na sociedade. Positivista: analisa as percepções de modo isolado, não leva em consideração o contexto sócio-histórico no qual o problema de pesquisa é investigado. Dialético: analisa as percepções, estabelecendo relações estruturais do assunto com o contexto geral. ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETO DE PESQUISA Defina o tema de pesquisa, a partir de um problema. Um problema de pesquisa é um problema! Busca-se um maior entendimento de questões postas pelo real ou soluções para problemas nele existentes, tendo em vista a sua modificação para melhor. A primeira etapa do trabalho de pesquisa é a conscientização de um problema. Definido o problema, pergunte-se: por que ele merece uma pesquisa e que benefício pode-se esperar da pesquisa? Examinemos um exemplo. Um tema de pesquisa relevante é o da evasão escolar. Mas é um tema vasto. Que ângulo escolher? Escolhido o ângulo, delimita-se o problema por meio da formulação de uma pergunta. Se o ângulo for o pedagógico, pode-se perguntar: Os conteúdos e os métodos de trabalho são convenientes para os evadidos? Que relação os evadidos estabelecem entre as atividades escolares e o mundo do trabalho? Se o ângulo escolhido for o social, pode-se perguntar: Os alunos vivem em ambiente de evadidos? A que grupos pertencem? Seu ambiente familiar valoriza os estudos? Se o ângulo for o econômico, uma das perguntas poderá ser: Os alunos se evadem porque lhes falta dinheiro? As perguntas e o problema são formulados segundo o modo de ver as coisas pelo pesquisador, pelas teorias de que dispõe e pelas ideologias às quais se filia. O problema é, pois, traduzido em forma de pergunta, que deve ser significativa e clara, para o pesquisador e para os outros. Além disso, a pergunta permite saber se a pesquisa pretendida é exeqüível. Vejamos o que é uma pergunta significativa. A função de uma boa pergunta é ajudar o pesquisador a progredir em sua pesquisa; ela lhe fornece um fio condutor para o desenrolar do seu trabalho, guiando-o nas operações futuras. Deve, portanto, em primeiro lugar, deixar que se perceba que o problema é significativo, o que se pode esperar como solução, quer se trate de aquisição de conhecimentos ou de possibilidades de intervenção. Senão, não haveria razão para se fazer a pesquisa. Em segundo lugar, a pergunta significativa conduz à procura de informações que permitam melhor conhecer e compreender o problema ou intervir para mudar a situação. Em terceiro lugar, para ser significativa, uma pesquisa tem de ser original. De nada adianta fazer mil vezes o mesmo estudo. Uma pergunta de pesquisa deve ser também clara, tanto para o próprio pesquisador, que dela se serve para precisar seu problema e traçar seu itinerário posterior, quanto para aqueles que utilizarão os seus resultados. Imaginemos um pesquisador que tivesse chegado à seguinte pergunta: Como conter o impacto da evasão escolar sobre a sociedade brasileira? O que compreendemos lendo-a? Trata-se da evasão no ensino fundamental, médio ou na universidade? Da evasão dos que abandonam os estudos de uma vez por todas? Esta é uma pergunta ampla e vaga. Uma pergunta clara contribui para a exeqüibilidade da pesquisa, mas não a garante automaticamente. O pesquisador deve dispor dos meios para fazer o trabalho avançar: tempo, instrumentos e, às vezes, até dinheiro para obter as informações e tratá-las. A exeqüibilidade de uma pesquisa pode também depender da disponibilidade dos dados. Torna-se necessário considerar as diversas dificuldades práticas para a coleta das informações. Justificativa - Justifique a necessidade ou a relevância da pesquisa. Estudos já realizados de forma exaustiva não devem ser conduzidos, a não ser que se pretenda investigar um aspecto ou um contexto ainda pouco explorados. (O problema de pesquisa e a justificativa deverão constar na Introdução) Defina os objetivos geral e específicos, em atendimento ao problema e à pergunta de pesquisa. Eles indicarão o referencial teórico a ser construído. Construa o referencial teórico ou a revisão da literatura, como é, também, chamado. Para isso, selecione autores e material bibliográfico que o ajudem a refletir sobre o tema, o problema e os objetivos e, posteriormente, a analisar os dados encontrados. O referencial teórico é um texto cuja elaboração tem início quando se começa a pensar sobre o projeto, continua durante a coleta dos dados e é concluído quando se analisam os dados. Deve ser consistente e coerente com todo o trabalho. Ao elaborá-lo, lembre-se de dois aspectos importantes. Primeiro, ele refere-se ao estado da questão a ser investigada. Não perca de vista o centro de interesse da sua pesquisa – a pergunta. O segundo aspecto é que o referencial teórico ou revisão da literatura não é “uma caminhada pelo campo onde se faz um buquê com todas as flores que se encontra (sic). É um percurso crítico, relacionando-se intimamente com a pergunta à qual se quer responder, sem esquecer de que todos os trabalhos não despertam igual interesse, nem são igualmente bons, nem tampouco contribuem da mesma forma” (Laville e Dionne, 1999, p. 112). Indique a metodologia a ser adotada: a abordagem de pesquisa (quantitativa ou qualitativa ou ambas), os procedimentos (observação, entrevistas, questionários, análise de documentos, análise bibliográfica etc.), o local (no caso de escola, onde se situa, a que nível de alunos atende, em que turno o trabalho será desenvolvido etc.). No caso de um estudo mais prolongado e exigente, outros itens serão necessários, como, por exemplo, a indicação de como serão analisados os dados. Apresente o cronograma de desenvolvimento de todo o estudo. Apresente a bibliografia utilizada, segundo normas científicas. CITAÇÕES Em um trabalho científico, devemos ter sempre a preocupação de fazer referências precisas às idéias, frases ou conclusões de outros autores. É obrigatório, ao autor do trabalho, indicar os dados completos das fontes de onde foram extraídas as citações (livro, revista e todo tipo de material produzido gráfica ou eletronicamente). As citações podem ser feitas, seja no texto, seja em nota de rodapé, ou em listas ao fim dos capítulos do trabalho. A opção é do autor. As citações podem ser: diretas, quando se referem à transcrição (literal) de uma parte do texto de um autor, conservado-se a grafia, pontuação, idioma etc. Essas são chamadas de citações diretas e devem ser registradas no texto entre aspas; indiretas, quando são redigidas pelo(s) autor(es) do trabalho a partir das idéias e contribuições de outro autor (podem ser chamadas também de citações indiretas). Consistem na reprodução do conteúdo e/ou idéia do documento original; devem ser indicadas no texto com expressões como: conforme, segundo ou de acordo com, seguidas do sobrenome do autor. As citações fundamentam e melhoram a qualidade científica do trabalho, portanto, elas têm a função de oferecer ao leitor condições de comprovar a fonte das quais foram extraídas as idéias, frases ou conclusões, possibilitando-lhe ainda aprofundar o tema/assunto em discussão. Têm ainda como função acrescentar indicações bibliográficas de reforço ao texto. As fontes podem ser: primárias: quando é a obra do próprio autor que é objeto de estudo ou pesquisa; secundária: quando trata-se da obra de alguém que estuda o pensamento de outro autor ou faz referência a ele. Conforme a ABNT (NBR 6023), as citações podem ser registradas tanto em notas de rodapé, a partir do Sistema Numérico, quanto no corpo do texto, a partir do Sistema Alfabético. É mais usado, em geral, o registro de citações pelo Sistema Alfabético, colocando, imediatamente após as aspas finais do trecho citado, os elementos entre parênteses no corpo do texto. Os elementos são: sobrenome do autor em letras maiúsculas; data da publicação do texto citado; página(s) referenciada(s). Exemplo: (SEVERINO, 2000, p. 190) A primeira vez que uma obra é citada, deve-se fazer a citação seguindo-se o modelo acima; nas subseqüentes, se não houver obra de outro autor entre uma e outra, elas podem aparecer antecedidas das expressões latinas: ibidem (ou ibid.): quando a citação for do mesmo autor e mesma obra; idem (ou id.): quando a citação for do mesmo autor e obra diferente. Exemplos: (Ibidem, p. 201) ou (Ibid., p. 201) (Idem, 1998, p. 42) ou (Id., 1998, p. 42) CITAÇÕES DIRETAS Curtas: As citações curtas, com até 3 linhas, são incorporadas ao texto, transcritas entre aspas com indicação das fontes de onde foram retiradas Exemplo 1: É neste cenário, que “(...) a AIDS nos mostra a extensão que uma doença pode tomar no espaço público. Ela coloca em evidência de maneira brilhante a articulação do biológico, do político, e do social” (HERZLICH e PIERRET, 1992, p. 7). Exemplo 2: Segundo Paulo Freire, "transformar ciência em conhecimento usado apresenta implicações epistemológicas porque permite meios mais ricos de pensar sobre o conhecimento" (1994, p. 161). Longas: As citações longas, com mais de 3 linhas, deverão ser apresentadas sem aspas. São transcritas em bloco e em espaço simples de entrelinhas, com recuo de 4cm da margem esquerda, fonte tamanho 10. Ao final da transcrição, faz-se a citação da fonte de onde foi retirada. Exemplo: O objetivo da pesquisa era esclarecer os caminhos e as etapas por meio dos quais essa realidade se construiu. Dentre os diversos aspectos sublinhados pelas autoras, vale ressaltar que: (...) para compreender o desencadeamento da abundante retórica que fez com que a AIDS se construísse como 'fenômeno social', tem-se freqüentemente atribuído o principal papel à própria natureza dos grupos mais atingidos e aos mecanismos de transmissão. Foi construído então o discurso doravante estereotipado, sobre o sexo, o sangue e a morte (HERZLICH e PIERRET, 1992, p.30). CITAÇÕES INDIRETAS A citação indireta reproduz idéias do autor consultado sem, contudo, transcrever o texto literalmente. Nesse caso, as aspas ou o itálico não são necessários, todavia, citar a fonte é indispensável. Esse tipo de citação pode ser apresentado de duas formas: a) por paráfrase: quando alguém expressa a idéia de um dado autor, ou de uma fonte determinada, com palavras próprias, a citação deve manter, aproximadamente, o mesmo tamanho do original. A paráfrase, quando fiel à fonte, é geralmente preferível a uma longa citação textual, mas deve, porém, ser feita de forma que fique bem clara a autoria. b) por condensação: quando se faz uma síntese do texto consultado, sem alterar o pensamento ou idéias do autor. Exemplo 1 (por paráfrase): A cultura organizacional pode ser identificada e aprendida através de seus elementos básicos tais como: valores, crenças, rituais, estórias e mitos, tabus e normas. Existem diferentes visões e compreensões com relação à cultura organizacional. O mesmo se dá em função das diferentes construções teóricas serem resultantes de opções de diferentes pesquisadores, opções estas que recortam a realidade, detendo-se em aspectos específicos (FREITAS, 1989, p. 37). Exemplo 2 (por condensação): De acordo com Freitas (1989, p. 37), a cultura organizacional pode ser identificada e aprendida através de seus elementos básicos tais como: valores, crenças, rituais, estórias e mitos, tabus e normas. CITAÇÃO DE CITAÇÃO Esse tipo de citação ocorre, quando o autor do trabalho transcreve, direta ou indiretamente, um texto ao qual não teve acesso ao original (citação de “segunda mão”). Neste caso, o segundo citador deverá acrescentar, antes da indicação da fonte consultada, a palavra apud (que quer dizer junto a). Exemplo: É na indústria têxtil de São Paulo que temos o melhor exemplo da participação da família na divisão do trabalho. A mulher, neste setor, tem uma participação mais ativa na gestão dos negócios e os filhos um envolvimento precoce com a operação da empresa da família. (DURAND apud BERHOEFTB, 1996, p. 35). CITAÇÕES MISTAS Diz respeito à utilização de expressões ou termos utilizados por outros autores inseridos no trabalho. Neste caso, apenas a expressão ou termo é colocado entre aspas ou em itálico. A citação da fonte continua sendo indispensável. Exemplo: O papel do pesquisador é o de servir como “veículo inteligente e ativo” (LÜDKE e ANDRÉ, 1986, p.11) entre esse conhecimento acumulado na área e as novas evidências que serão estabelecidas a partir da pesquisa. Obs: Incorreções (erros gráficos) ou incoerências (erros lógicos) podem ser detectadas nos textos alheios. Não se deve corrigi-las na citação. Após o elemento incorreto ou incoerente insere-se a expressão latina sic (que significa “assim mesmo”), entre colchetes [sic]. 3) COMO FAZER REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Referência é a representação dos documentos efetivamente citados no trabalho. Nota: Para documentos consultados pode-se fazer uma lista adicional usando o título "Obras consultadas". a) Monografia  no todo (livros, dissertações, teses etc...) Autor; Título e subtítulo; Edição (número); Imprenta (local: editora e data). b) Partes de monografias (trabalho apresentado em congressos, capítulo de livro, etc...) (trabalho apresentado em congressos, capítulo de livro, etc...) Autor da parte referenciada; Título e subtítulo da parte referenciada, seguidos da expressão "In:" ; Referência da publicação no todo (com os dados essenciais); Localização da parte referenciada (páginas inicial e final). c) Publicações Periódicas (revistas, boletins etc...) coleção. Título do periódico, revista, boletim; Local de publicação, editora, data de inicio da coleção e data de encerramento da publicação, se houver. e) Fascículos, suplementos, números especiais com título próprio Título da publicação; Título do fascículo, suplemento, número especial;  Local de publicação, editora; Indicação do volume, número, mês e ano e total de páginas. f) Partes de publicações periódicas (Artigos) Autor do artigo; Título do artigo, subtítulo (se houver); Título do periódico, revista ou boletim; Título do fascículo, suplemento, número especial (quando houver); Local de publicação; Indicação do volume, número, mês e ano e páginas inicial e final; Período e ano de publicação. g) Artigos em jornais Autor do artigo; Título do artigo, subtítulo (se houver); Título do jornal; Local de publicação; Data com dia. mês e ano; Nome do caderno ou suplemento, quando houver; Página ou páginas do artigo referenciado. Nota: Quando não houver seção, caderno ou parte, a paginação do artigo precede a data. 4) BIBLIOGRAFIA Bibliografia é a relação das fontes efetivamente consultadas durante a elaboração de um trabalho. Deve obrigatoriamente constar ao final dos textos científicos. A FORMA DE APRESENTAÇÃO A SER UTILIZADA É REGULADA PELA Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), mais especificamente pela NBR 6.023/2000. Além de alguns aspectos gráficos específicos, a apresentação de obras escritas considera três aspectos importantes: autor, título da obra e imprenta (local: editora e data). As obras são apresentadas por ordem alfabética das palavras de entrada (em caixa alta) normalmente os nomes de autores, pessoas físicas ou jurídicas. Deve ser utilizado o grifo (negrito, itálico ou sublinha) no título da obra. 1) Quando é obra de um autor. Exemplo: RUIZ, J. A. Metodologia científica: guia para eficiência nos estudos. 14. ed. São Paulo: Atlas, 1986. ______. Repensando a metodologia científica. São Paulo: Scipione, 2002. Obs: Se há duas ou mais obras do mesmo autor, não é necessário repetir o nome. Na posição, faz-se apenas um traço horizontal (exemplo acima). 2) Até três autores, indicam-se todos na entrada, na ordem em que aparecem na obra, separados por ponto e vírgula. Exemplo: BASTOS, C. L.; KELLER, V.; SOUSA, M. J. Avaliação da aprendizagem escolar. 4ª ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999. 3) Mais de três autores, indica-se o primeiro, seguido da expressão latina et alii (e outros) abreviada (et al.). Exemplo: MOURA, A. C. et al. Manual de metodologia científica. Petrópolis: Vozes, 1995. 4) Partes de livros (texto de outro autor incluso em outro livros) AUTORIA DA PARTE DA OBRA. Título da parte. In: AUTORIA DA OBRA. Título da obra. Local: Editora, ano, páginas inicial-final da parte. (quando for parte de uma obra, reserva-se o grifo para o título da obra maior, cuja parte está referenciado) Exemplo: SANTOS, A. R. dos. Conhecer ou não conhecer: eis a diferença. In: CORDE, C. Para filosofar. 4ª ed. São Paulo: Scipione, 1994, p. 73-89. 5)Vários autores e trabalhos diversos na mesma obra, entra como autor o organizador, coordenador, diretor, editor, compilador ou qualquer outro título que indique sua responsabilidade pela obra, desde que tal venha indicado na publicação. Após o nome coloca-se entre parênteses a sigla correspondente, com inicial maiúscula (Org., Coord., Dir., Ed., Comp., etc.). Exemplo: CAVAGNARI, L. B. Projeto político-pedagógico, autonomia e realidade escolar: entraves e construções. In: VEIGA, I.P.A; REZENDE, L.M.G.de. (Orgs.). Escola: espaço do projeto político-pedagógico. Campinas: Papirus, 1998. p. 95-112. 6) Quando houver mais de uma obra do mesmo autor, no mesmo ano, citadas no mesmo trabalho, elas serão identificadas por letras após o ano. Exemplo: GADOTTI, Moacir. Escola cidadã. São Paulo: Cortez, 1994 (a). _______ . Pressupostos do Projeto Pedagógico. In MEC, Anais da Conferência Nacional de Educação para Todos. Brasília, 1994 (b). 7) Artigos de revistas (periódicos) Autoria do artigo. Título do artigo. Título do periódico (grifar), Local de publicação, número do volume, número do fascículo, páginas inicial-final do artigo, data. Exemplos: CAETANO, J. R. A conquista da América. Exame. São Paulo, ano 35, V. 3, nº.6, p. 36-52, mar/abr. 2001. SIMAS FILHO, M. A eleição esquenta. Isto É. São Paulo, nº 1722, p. 36-39, 2/10/2202. 8) Artigos de jornais – AUTORIA DO ARTIGO. Título do artigo. Título do jornal, Local de publicação, data (dia, mês, ano). Número ou título do caderno ou suplemento (quando houver), página (s) do artigo referenciado. Exemplo: SILVA, José da. Receita Federal aperta o contribuinte. Correio Braziliense, Brasília, 30 abr. 1998. Caderno 2, p. 8-10. Quando não tem o título do autor como, por ex., editorial: BIBLIOTECA climatiza seu acervo. O Globo, Rio de Janeiro, 4 mar. 1985. p. 11. 9) Documentos consultados on-line - AUTORIA. Título. Fonte (se for publicado). Disponível em: < endereço eletrônico > Acesso em: data (dia, mês, ano). Exemplos: ALVES, Nilda et alii. Pesquisar o cotidiano na lógica das redes. Texto disponível na homepage do GT Currículo 1998. Acesso em: 29 set. 200 SANTOS, Otávio. O meio ambiente, 2000. Disponível em: Acesso em: 11 de maio de 2003. 10) Verbetes de materiais de referência (dicionários e Enciclopédias) – Título da obra. Local: Editora, ano. Páginas Exemplos: AUTOMÓVEL. In: NOVA ENCICLOPÉDIA BARSA. Rio de Janeiro: Encyclopaedia Brittanica, 1997. V. 2. p. 222-224. DEUS. In: ABBAGNANO, N. Dicionário de filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 1970. p. 231-248 4) ESTRUTURA DO TRABALHO: ASPECTOS FORMAIS E TIPOGRÁFICOS As palavras SUMÁRIO, INTRODUÇÃO, OBJETIVOS, METODOLOGIA, REFERENCIAL TEÓRICO, CRONOGRAMA, CONCLUSÃO, BIBLIOGRAFIA e ANEXOS devem ser grafadas em caixa alta (letras maiúsculas). Paginação: “Todas as folhas do trabalho, a partir da folha de rosto, devem ser contadas seqüencialmente, mas não numeradas” (ABNT, 2001b, p.5). O número só começa a aparecer na introdução do trabalho, em algarismos arábicos. Os números de identificação das folhas devem ser colocados no canto superior direito, a 2,0 cm da borda do papel, obedecendo à margem direita. Espaçamento: Todo texto deve ser digitado com 1,5 de entrelinhas. As citações longas, as notas de rodapé e as referências deverão ser digitados em espaço simples. Título: São destacados gradativamente, usando-se racionalmente os recursos de negrito e caixa alta. . O título deve ser separado do texto que o precede, ou que o sucede, por uma entrelinha dupla. Deve ser adotado o seguinte padrão: · Título das partes do trabalho: impressos em letra maiúscula, negrito, fonte tamanho 14, sem parágrafo, utilizando-se algarismos arábicos. · Os itens (partes secundárias): devem ser impressos com a primeira letra das palavras principais em maiúscula, negrito, fonte tamanho 12. · A partir do 3º nível devem ser impressos com a primeira letra maiúscula e demais minúsculas (mesmo que contenha várias palavras). · Todos as partes do trabalho devem ser iniciados em páginas próprias, ainda que haja espaço útil na folha. Medidas de formatação do trabalho As medidas padrões para a formatação de cada lauda (página). Configurando a página: Margem superior: 3,0 cm Margem inferior: 2,0 cm Margem direita: 2,0 cm Margem esquerda: 3,0 cm Parágrafo a partir da margem: 2,0cm Espaçamento entre linhas: 1,5 cm Tipo de fonte: Arial ou Times New Roman Tamanho da fonte para o texto: 12 Fonte 10 para nota de rodapé e citações longas (com mais de três linhas) Formato de papel: A4 (210 x 297 mm). Orientação do papel: retrato. FICHAMENTO Você pode recorrer a dois tipos de fichamento para organizar o seu material. O primeiro tipo de fichamento é o mais simples, denominado de fichamento bibliográfico, e serve apenas como um guia de busca; você seleciona o material e faz um registro numa ficha, incluindo dados bibliográficos completos do texto, número de registro na biblioteca (se for o caso) e um resumo do seu conteúdo, feito apenas a partir do sumário. Quando se trata de revistas especializadas, os artigos, no geral, são antecedidos de um resumo, que também deve ser anotado. Veja o seguinte exemplo: FICHA BIBLIOGRÁFICA Título: __________________________________________________________________________ Autor(a); ________________________________________________________________________ Referência Bibliográfica: ___________________________________________________________ Indicado para: ____________________________________________________________________ Referências Importantes/ Anotações  Podemos dizer que essa é uma fase de reconhecimento, uma “pré-leitura” que permite uma primeira aproximação do assunto a ser investigado. Nessa fase, o pesquisador examina prefácios, introdução, conclusão, sumários, etc. Esse tipo de fichamento é, na verdade, um guia bibliográfico par o aluno e tem como objetivos: Evitar pesquisas com a mesma abordagem (a não ser nos casos de verificação ou confirmação); Pesquisar se existem e verificar como foi pesquisado, quais os instrumentos (técnicas) utilizados e se há possibilidade de se aperfeiçoar técnicas já existentes; Estabelecer uma visão global e crítica a respeito do problema e das hipóteses levantadas para a sua solução; Iniciar (pré-seleção) o guia bibliográfico, indicando a possível bibliográfica complementar para o estudo da temática proposta. (Pádua, 1996, pp.42-43) O segundo tipo de fichamento é mais elaborado, é aquele que recorre à ficha de leitura. Recomendamos que a ficha de leitura seja organizado em três partes: O resumo das idéias do autor: apresentação por escrito da compreensão do texto, por tópicos, com vocabulário próprio; Destaque de citações do autor: apresentação de algumas passagens do texto consideradas mais relevantes e que representam cada tópico anteriormente destacado (não esquecendo de registrar sempre o número da página); Interpretação do texto: reconstrução mais livre do tema abordado no texto, expressando um diálogo com o autor, incorporando ou questionando posições assumidas. Você pode organizar esse tipo de fichamento da seguinte forma: FICHA DE LEITURA Título: _________________________________________________________________ Autor(a): _______________________________________________________________ Referência bibliográfica: __________________________________________________ Indicado para: __________________________________________________________ ResumoCitações ImportantesComentários É importante que o levantamento bibliográfico inicial seja discutido com o professor-orientador, que poderá indicar a necessidade de ampliar e diversificar o material selecionado para o início do trabalho. Lembre-se que esse é um levantamento inicial. No decorrer da pesquisa, a reflexão geralmente indica novas necessidades de aprofundamentos de questões inicialmente não previstas. JUSTIFICATIVA Justificar um tema é evidenciar razões suficientes para que haja o desenvolvimento da pesquisa. Isto significa que você deve apresentar bons e convincentes motivos para empreender o seu esforço de investigação. Deve considerar os seguintes aspectos: Por que escolhi esse tema? O tema que escolhi é importante? Que motivos o justificam, nos planos teórico e prático? Qual é a relação do tema e/ou problema formulado com o contexto social? Qual a viabilidade da execução da proposta de estudo? Que contribuições posso oferecer com esse estudo e, se for o caso, quais os aspectos inovadores do trabalho? OBJETIVOS Objetivo Geral: O que se pretende com o projeto em linhas gerais, apresentando a questão básica da pesquisa. Objetivos Específicos: Relaciona-se às finalidades do projeto, deve apresentar as questões secundárias e as variáveis da pesquisa. Exemplo: Problema: Como o currículo, no contexto da organização do trabalho pedagógico, promove a violência simbólica no ambiente escolar e como a formação inicial do professor contribui para a disseminação dessa violência. Obj.Geral: Analisar como o currículo, na organização e desenvolvimento do trabalho pedagógico da escola, e especialmente da sala de aula, tem colaborado para e elevação de comportamentos violentos no ambiente escolar. Obj. Específico: analisar os conceitos de violência na perspectiva da direção da escola, dos professores e dos alunos do curso de formação inicial de professores; analisar o currículo formal apresentado no Projeto do Curso de formação inicial de professores (magistério) da escola; identificar as relações entre o currículo oculto, no contexto da organização do trabalho pedagógico, e os processos de violência simbólica na sala de aula; analisar as situações de violência simbólica na sala de aula, tendo como referencial as evidências de um currículo oculto. PROBLEMA O Problema é um fato ou fenômeno que ainda não possui respostas ou explicações. Trata-se de uma questão ainda sem solução e que é objeto de discussão, em qualquer área de domínio do conhecimento. Representa uma dificuldade, teórica ou prática, no conhecimento de alguma coisa de real importância, para a qual se deve encontrar uma solução. A sua solução, resposta ou explicação só será possível por meio da pesquisa ou da comprovação dos fatos. O problema delimita a pesquisa e facilita a investigação. No desenvolvimento do trabalho científico, às vezes, para se alcançar os resultados esperados ou as soluções, é preciso mudar de método e de técnica. PROCEDIMENTOS PARA AVALIAR O PROBLEMA Escolher um problema que chame a atenção e precise de resposta. Recompilar as informações relacionadas ao problema. Analisar a relevância das informações. Estudar possíveis relações entre as informações que possam contribuir e esclarecer o problema. Estabelecer a relevância das aplicações, utilizando como método a observação e a análise. Procurar relações entre as explicações que procuram contribuir para solucionar o problema. Procurar relações entre os dados e as explicações. Analisar. FORMULAÇÃO DO PROBLEMA No início de qualquer pesquisa, em qualquer área de conhecimento, seja qual for a sua estratégia, ativa ou não, junto com a definição do tema e dos objetivos, torna-se necessário dar atenção à colocação dos principais problemas, a partir dos quais a investigação será desenvolvida. Em outros termos, trata-se de definir uma problemática na qual o tema escolhido ou hipótese adquira sentido. No aspecto geral, uma problemática pode ser considerada como a colocação dos problemas que se pretende resolver dentro de um certo campo teórico e prático. Um mesmo tema (o assunto) pode ser enquadrado em problemáticas deferentes. Por exemplo, problemas de saúde, como é o caso da AIDS, podem ser inseridos numa problemática de medicina ou numa problemática social ou política. A colocação dos problemas é feita em universos diferentes. A problemática é o modo de colocação do problema de acordo com a delimitação teórico-conceitual adotada. No desenvolvimento de trabalhos científicos como o TCC, o problema ideal pode remeter à constatação de um fato real que não seja adequadamente explicado pelo conhecimento disponível. A razão dessas situações constitui o problema inicial, isto é, o ponto de partida interrogativo da investigação. Sem ele, não há pesquisa. Percebemos, de passagem, que na clássica formulação de um problema são relacionados pelo menos dois elementos. O problema diz respeito à relação entre dois elementos explicativos concorrentes do mesmo fato. Se houvesse apenas um elemento não seria um problema, mas sim um tema. Na formulação do problema deve se haver clareza, concisão e objetividade. O problema, antes de ser considerado apropriado, deve ser analisado sob o aspecto de sua valoração: Viabilidade. Pode ser eficazmente resolvido por meio da pesquisa. Relevância. Deve ser capaz de trazer conhecimentos novos. Novidade. Estar adequado ao estágio atual da evolução científica. Exeqüibilidade. Pode levar a uma conclusão válida. Oportunidade. Atender a interesses particulares e gerais. “A caracterização do problema define e identifica o assunto em estudo”, ou seja, “um problema muito abrangente torna a pesquisa mais complexa”; quando “bem delimitado, simplifica e facilita a maneira de conduzir a investigação” (Marinho, 1980:55) TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO E O PROJETO DE PESQUISA O Trabalho de Conclusão de Graduação: aborda algum tema que foi tratado durante o curso, demonstra domínio das técnicas formais para a produção de trabalhos acadêmicos. CARACTERÍSTICAS: Trata de tema único; É bem delimitado; Tem profundidade. OBJETIVOS: Demonstrar, mediante argumentos, uma tese, que é uma solução proposta para um problema, relativo a determinado tema. PROJETO DE PESQUISA DE TCC O projeto de pesquisa é a etapa preliminar no processo de elaboração, execução e apresentação da monografia. DEVE RESPONDER ÀS QUESTÕES O quê? (definição do problema, base teórica e conceitual); Por quê? (justificativa da escolha do problema); Para quê? (propósitos do estudo, objetivos); Onde e como realizar? (definição de lugar, interlocutores e metodologia); Com que recursos? (orçamento); Quando? (cronograma). ELEMENTOS DE UM PROJETO DE PESQUISA Título. Delimitação do tema e do problema de pesquisa. Justificativa. Objetivos: Objetivo Geral: o que se pretende com o projeto em linhas gerais, apresentando a questão básica da pesquisa. Objetivos Específicos: relaciona-se às finalidades do projeto, deve apresentar as questões secundárias e as variáveis da pesquisa. Metodologia a ser utilizada: Tipos de Abordagem Pesquisa qualitativa: A pesquisa qualitativa é globalizante, holística. Procura captar a situação ou o fenômeno em toda a sua extensão. Em lugar de identificar a priori algumas variáveis de interesse, trata de levantar todas as possíveis variáveis existentes, numa tentativa de enxergar, na sua interação, o verdadeiro significado da questão sob exame. Pesquisa quantitativa: A pesquisa quantitativa é metrificante. Ela busca estabelecer relações de causa-efeito entre as varáveis de tal modo que as perguntas “Quanto?”, “Em que proporção?”, “Em que medida?”, sejam respondidas com razoável rigor. Em suma, enquanto a pesquisa qualitativa pergunta “quê?”, a pesquisa quantitativa pergunta “quanto?”. Além disso, a pesquisa quantitativa pressupõe a utilização do Método Estatístico. Tipos de pesquisa Pesquisa descritiva: conhecer e interpretar a realidade, sem nela interferir para modifica-la. Pesquisa exploratória: Pesquisa experimental: há manipulação deliberada de algum aspecto da realidade, dentro de condições anteriormente definidas, a fim de observar se produz certos efeitos. Procedimentos mais restritos e concretos que servem de instrumentos para a operacionalização dos métodos: questionários, entrevistas, observação, análise de discurso, análise documental, etc. Cronograma. Custos. Bibliografia. APRESENTAÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA: Folha de rosto: Nome do (s) autor (es) no alto; Título do projeto no centro; Instituição onde será apresentado e local e data da apresentação na parte inferior. Sumário: relação dos itens com as respectivas páginas. Apresentação: justificativa do problema a ser tratado. Objetivos: o que se quer atingir. Metodologia: como será realizado o trabalho. Embasamento teórico. Cronograma. Custos. Bibliografia. Anexos: modelos de instrumentos de pesquisa como: questionários, roteiro de entrevista, etc. FASES DE ELABORAÇÃO DA MONOGRAFIA: 1a Fase: Determinação do tema-problema; 2a Fase: Pesquisa Bibliográfica: Triagem do material recolhido através da leitura de resenhas, prefácios, introduções das obras. Ordem de leitura: primeiro as obras atuais e gerais e depois as obras mais específicas. Leitura das obras propriamente dita. 3a Fase: Realização da pesquisa de campo As pesquisas feitas através de questionários, entrevistas, depoimentos, etc, devem ser tabuladas, seguindo as normas estatísticas. 4a Fase: Construção lógica da monografia Devem ser evitados os seguintes defeitos de demonstração e argumentação: Uso de argumentos de ordem sentimental; Verbalismo: falta o argumento decisivo; Pretensão de impor a persuasão ao leitor; Uso de adjetivos que nada esclarecem; Utilização de longas digressões intercaladas no corpo do período, que obscurecem a essência das idéias; Argumentação demasiado abstrata; Repetição desnecessária de conceitos elementares; Emprego de palavras com sentido obscuro ou múltiplo; Complexidade excessiva da linguagem ou vocabulário; Utilização de frases feitas ou artificiais. A monografia deve conter três partes fundamentais: A) Introdução: Justificativa perante o leitor do tema escolhido; Indicação da importância e interesse do trabalho em questão; Explicitação dos interesses do autor e de seu trabalho; Inserção do trabalho no contexto de outras abordagens; Descrição da metodologia utilizada; Breve apresentação de cada capítulo, exceto a conclusão. B) Desenvolvimento: - Explicação; - Discussão; - Demonstração. C) Conclusão: Oferece um resumo sintético, mas abrangente do desenvolvimento; Representa a avaliação do trabalho realizado; Implica volta à introdução, revelando a organicidade e unidade do trabalho; Externar com maior evidência as opiniões do autor, suas críticas, sugestões e contribuições ao assunto abordado. 5a Fase: Apresentação da Monografia O que é pesquisa? Procedimento racional e sistemático que tem como objetivo proporcionar respostas aos problemas que são propostos. Quando pesquisar? É requerida quando não se dispõe de informação suficiente para responder ao problema, ou então quando a informação disponível se encontra em tal estado de desordem que não possa ser adequadamente relacionada ao problema. Por que se faz pesquisa? Razões de ordem intelectual: desejo de conhecer pela própria satisfação de conhecer. Razões de ordem prática: decorrem do desejo de conhecer com vistas a fazer algo de maneira mais eficiente ou eficaz. Qualidades pessoais do pesquisador? conhecimento do assunto a ser pesquisado; curiosidade; criatividade; integridade intelectual; atitude autocorretiva; sensibilidade social; imaginação disciplinada; perseverança e paciência; confiança na experiência. O pesquisador deve considerar: recursos disponíveis; tempo a ser utilizado no desenvolvimento da pesquisa; gastos decorrentes da pesquisa. Projeto de Pesquisa: mapear um caminho a ser seguido durante a investigação; evitar muitos imprevistos no decorrer da pesquisa que poderiam até mesmo inviabilizar sua realização; esclarecer para o próprio investigador os rumos do estudo; comunicar os propósitos do estudo para que especialistas possam tecer comentários e críticas antes do início da pesquisa. CARACTERÍSTICAS DO PROBLEMA: Deve ser formulado como pergunta; Deve ser claro e preciso; Deve ser delimitado a uma dimensão viável (delimitar os interlocutores e a localidade da pesquisa); Deve ser suscetível de solução; Deve ser empírico (não referentes a valores); DEVE SER LEVADO EM CONSIDERAÇÃO: Trata-se de um problema original? O problema é relevante? Ainda que seja “interessante”, é adequado para mim? Tenho hoje possibilidades reais para executar tal estudo? Disponho de recursos financeiros para a investigação deste tema? Terei tempo suficiente para investigar tal questão? DELIMITAÇÃO DO PROBLEMA Não há uma “técnica” para delimitação do problema, mas este deve considerar: O enunciado do problema inicia o processo de investigação; Orienta a coleta de dados; Determina os resultados da pesquisa.  PAGE  PAGE 24  HYPERLINK "mailto:simão@persocom.com.br" simaodemiranda@unb.br  HYPERLINK "http://www.ludico.kit.net" www.ludico.kit.net - Página  PAGE 24 de  NUMPAGES 24 O tema indica a área de interesse a ser investigada. Trata-se de uma delimitação bastante ampla, porém é necessário um recorte mais concreto e preciso do assunto. Ao formularmos perguntas ao tema e ao assunto proposto, estaremos construindo sua problematização. FGHqrޏ¹ºÏÐÑòàòʲ —’Ê|ÊaÊCa/aÊ&0J59CJ$OJQJRH–aJ$mHsH:j–59B*CJ$OJQJRH–UaJ$mHphÿsH4j59B*CJ$OJQJRH–UaJ$mHphÿsH+59B*CJOJQJRH–aJmHphÿsHmHsHCJOJQJaJ#59B*CJ$OJQJRH–aJ$phÿ.59B*CJ$OJQJRH–\aJ$mHphÿsH+59B*CJ$OJQJRH–aJ$mHphÿsH"jB*CJ$OJQJUaJ$phB*CJ$OJQJaJ$ph$1FGH^qr45‡Ù2•óëãÓÓÀ¾¶¶¶¶¶¾¾°°°°°° Æ% $dha$$ Æï€&d @&PÆÿ a$$dh&d PÆÿ a$$dha$$dha$ $„hdh]„ha$]²"³,´þþþÑÒùúû 23567RSTUfgåϱååÏŠ……rjjVrKCmHnHu0J5\mHnHu&jB>*B*UmHnHphÿu0JmHnHuj0JUmHnHu mHnHu jU$5B*CJ$OJQJaJ$mHphsH&0J59CJ$OJQJRH–aJ$mHsH:jq59B*CJ$OJQJRH–UaJ$mHphÿsH+59B*CJ$OJQJRH–aJ$mHphÿsH4j59B*CJ$OJQJRH–UaJ$mHphÿsHgh‚ƒ„…†‡ˆ‰¤¥¦§¸¹ºÓÔÕÖרÙÚÛö÷øù,-./01234OPóëÝóëóÐÊÐÂÊ®Уëóë•óëóÐÊÐÂÊÂУëóësóëóÐÊÐÂÊÂj©UmHnHu&j.>*B*UmHnHphÿuj³UmHnHu0J5\mHnHu&j8>*B*UmHnHphÿu0JmHnHu mHnHuj0JUmHnHuj½UmHnHumHnHujUmHnHu,PQRtuv‘’“”•–—²³´µÓÔÕîïðñòóôõö()*CìßÔÌÀ̲ÀÌÀ߬ߤ¬¤ßÔÌÀÌ‚ÀÌÀ߬ߤ¬¤nßÔÌÀÌ&j>*B*UmHnHphÿuj•UmHnHu&j>*B*UmHnHphÿu0JmHnHu mHnHujŸUmHnHujUmHnHumHnHu0J5\mHnHuj0JUmHnHu&j$>*B*UmHnHphÿu&•ôIšlÍ% „ ô f á - ‚ æ 8 € ï m Ù ;ŠÕ†ÞV¨ùùùóííííùóóùùùùùùùùùùóùóùùó Æ%  Æ%  Æ% CDEFGHIJKfghiyz{”•–—˜™š›œ·¸¹ºîïð     ,-òæÞæÑËÑÃËÃ¯Ñ¤ÞæÞ–æÞæÑËÑÃËÃ‚Ñ¤ÞæÞtæÞæÑËÑÃËÃjwUmHnHu&jü>*B*UmHnHphÿujUmHnHu0J5\mHnHu&j>*B*UmHnHphÿu0JmHnHu mHnHuj0JUmHnHumHnHujUmHnHuj‹UmHnHu*-./KLMfghijklmn‰Š‹Œ¬­®ÇÈÉÊËÌÍÎÏêëìí    ìßÔÌÀ̲ÀÌÀ߬ߤ¬¤ßÔÌÀÌ‚ÀÌÀ߬ߤ¬¤nßÔÌÀÌ&jÞ>*B*UmHnHphÿujcUmHnHu&jè>*B*UmHnHphÿu0JmHnHu mHnHujmUmHnHujUmHnHumHnHu0J5\mHnHuj0JUmHnHu&jò>*B*UmHnHphÿu& ! 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